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Introdução ao pálido ponto azul

Updated: Nov 6, 2019

O mercado aeroespacial tem passado por grandes revoluções nos últimos 20 anos, e isto se deve em grande parte aos avanços de iniciativas privadas, que mostraram grande capacidade de engenhar novas soluções e de o fazer com grande eficiência financeira e técnica. O advento da SpaceX abriu as portas do céus para uma maior quantidade de iniciativas, inspirando pessoas a empreender fora da atmosfera terrestre.

Inspirados pelo sucesso de bilionários como Elon Musk, engenheiros, cientistas e gestores criaram inúmeras empresas com objetivo de atuar no espaço, tendo boa parte destas se instalado nos Estados Unidos, habitat natural para aqueles que querem investir e receber investimentos neste setor.


Ao contrário do que se possa imaginar, ter os investimentos necessários não é sinônimo para o sucesso neste mercado. Inúmeras iniciativas aparentemente bem estruturas falham, em sua maioria por dois fatores, flutuação no fluxo de investimentos e insucesso técnico. O caso mais recente é o da Startup Vector, focada em lançadores de até 250 kg de carga útil, aparentemente bem estruturada e já em fase de construção de seus foguetes, mas que depois da saída de seu investidor, se viu obrigada a cancelar todos os seus planos de expansão, sofrendo sérios riscos de não ir adiante com suas operações.

Do outro lado do espectro temos a Astrobotics, oriunda da competição promovida pelo Google, de enviar um robô para a Lua. Recentemente selecionada para participar das missões precursoras do Projeto Artemis da NASA, e que hoje se destaca por sua forte expansão graças ao grande fluxo de investimentos oriundos destes contratos governamentais.


Contudo, empreender no espaço ainda continua caro e perigoso. Hoje, com toda a eficiência oriunda do setor privado, a passagem mais barata para a órbita terrestre custa $ 90 milhões de dólares, um valor ainda distante para grande parte de todos. Uma carona neste mesmo foguete sairia por $ 6 milhões, porém limitado a pequenos artefatos, restringindo este "preço promocional" para algumas iniciativas pontuais.

Existem planos para que humanos possam estar de forma consistente na Lua e depois alcançar Marte, rumo à outras estâncias mais profundas do Sistema Solar, contudo a atual tecnologia está limitada. Hoje, caso uma missão queira levar humanos para Marte, será necessário desacelerar um objeto de 100 toneladas se aproximando em uma velocidade de Mach 30. Hoje não temos esta tecnologia.


Pensando em contornar estes limites técnicos e econômicos foi criada a Pale Dot. Uma startup brasileira focada no desenvolvimento de exclusiva tecnologia de propulsão. Trata-se de um sistema de levitação e propulsão baseado na mimetização do deslocamento da radiação eletromagnética pela utilização de inducitores e do carrossel de inducitores, permitindo a um objeto ou a um veículo contrabalançar o efeito de um campo gravitacional e/ou se deslocar.



Inspirada no célebre discurso de Carl Sagan, Pálido Ponto Azul (Pale Blue Dot), a empresa usa da inovação e da colaboração junto à sociedade civil organizada para desenvolver sua tecnologia exclusiva, como também lançar até o ano de 2025 sua primeira missão espacial, construindo um veículo não tripulado em parceria com outras indústrias da cadeia aeroespacial.


Na prática isto significa que as viagens dentro e fora da atmosfera da Terra ficaram muito mais baratas e acessíveis, estimulando todo tipo de iniciativa e empreendimento espacial, permitindo criar uma sociedade ainda mais conectada e com capacidade de criar uma economia realmente interplanetária, acessando com muito mais facilidade, outros mundos e objetos dentro do Sistema Solar, como os valiosos asteroides repletos de recursos naturais como ouro, prata e água.


Dentro desta perspectiva, o ano de 2019 representou grandes avanços para os esforços técnicos da Pale Dot. No inicio deste ano foi consolidado o primeiro protótipo do conceito em desenvolvimento, com os testes demonstrando boas perspectivas. Além disto, 2019 representou um ano de parcerias. Em Outubro a empresa se associou ao Brazilian Aerospace Cluster, sendo este o mais importante conglomerado de indústrias aeroespaciais, sediado em São José dos Campos, interior paulista. Através desta associação será iniciado já em 2020 os primeiros estudos e desenvolvimento dos sistemas do futuro veículo não tripulado que será lançado em 2025.


Houveram também grandes avanços no campo das parcerias técnicas. Através de diálogo orientativo junto à Agência Espacial Brasileira (AEB), tivemos acesso à importantes pesquisadores Brasileiros dos principais centros de estudo aeroespacial do país, tais como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Estudos Avançados (IEAv). Para o ano de 2020 serão desenvolvidas linhas de pesquisas para os próximos protótipos com recursos humanos oriundos destes centro de pesquisa.


Com isto temos para o ano de 2020 a perspectiva de muito trabalho. Será o ano da validação final do conceito tecnológico proposto, para que em 2021 se inicie o trabalho de construção e design final do propulsor e sua integração com os outros sistemas que comporão o veículo espacial. Como toda startup há uma busca constante por investimentos e investidores, para aqueles que acreditam no avanço da tecnologia e dos impactos positivos que tais avanços trazem para a sociedade, tornando a vida humana mais conectada, confortável e interessante.


E com isto a Pale Dot se apresenta ao mercado, com uma proposta ousada, mas com grande potencial de crescimento e de impacto a nível global, visando a união das sociedades humanas em torno da tecnologia e da capacidade de finalmente ter um acesso mais fácil rumo às estrelas.


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